Planeamento de alta hospitalar: perspetivas e reflexões acerca dos protelamentos sociais em Portugal

Ines Espirito Santo, Fatima Marisol Ferreira

Resumen

Introdução: O objetivo deste artigo é compreender e analisar o fenómeno dos protelamentos sociais em Portugal e em particular do Centro Hospitalar Lisboa Central. Material e Métodos: Mediante uma análise descritiva e interpretativa pretende-se analisar analogamente os resultados ao nível nacional e em particular dos protelamentos sociais no período de janeiro a dezembro de 2016. Para a análise dos protelamentos do CHLC foi criada uma folha de registo específica para recolha dos seguintes parâmetros: o perfil do utente, as causas do protelamento e o destino no após alta. Resultados: Os dados demonstram que a realidade dos protelamentos sociais do CHLC em muito se assemelha ao quadro nacional dos restantes hospitais do país. No ano de 2016, foram registados 171 doentes com alta protelada por razões sociais, representando 4,2% dos doentes que originaram episódio social de internamento. No total, permaneceram nesta situação durante 4080 dias perfazendo uma média de 23,8 dias. Discussão: Embora a intervenção atempada, organizada e eficaz do assistente social seja determinante para a efetivação da alta hospitalar, existem um conjunto de causas internas e externas que poderão impedir que a alta clinica seja coincidente com a alta social e consequentemente evitar os protelamentos sociais.

Palabras clave

Serviço Social; planeamento de alta; hospital; protelamentos sociais; assistentes sociais

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DOI: https://doi.org/10.14198/ALTERN2018.25.02





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